<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956</id><updated>2011-09-04T19:25:00.709-07:00</updated><title type='text'>Luiz Arthur M. Giacobbo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109469149972761314</id><published>2004-09-08T17:56:00.000-07:00</published><updated>2004-09-08T17:58:19.726-07:00</updated><title type='text'>NOSSAS ROUPAS DEPENDURADAS</title><content type='html'>Era um hábito vindo dos meus tempos de solteiro, vivendo em pensão. Lavar minhas meias e cuecas durante o banho. Um hábito que acabaste também adquirindo. À noite, quando nos despíamos para vestir  pijama e camisão, jogávamos cueca e calcinha dentro da banheira ou do box, para serem lavados no dia seguinte, quando do banho matinal. Lá ficávamos juntinhos, nós na cama e a minha cueca e a tua calcinha no banheiro. Cansei de lavar minhas cuecas e tuas calcinhas. E tu fazias o mesmo. Se tomavas banho antes de mim, me avisavas: “olha, já lavei tuas cuecas.” Se era eu o primeiro a me banhar, dizias: “não lava as minhas calças”. Não gostavas, porque tinhas problemas, sei lá de que. Coisas de mulher. Eu não ligava. Bobagem tua. Cansaste, ao te desnudares na cama, para fazer amor, de tirar a calcinha e jogá-la em cima de mim, ou até mesmo, provocadoramente, esfregá-la no meu rosto, para que a cheirasse. O que eu fazia com prazer. Ela tinha o teu cheirinho, que sempre me inebriou e de que sinto falta até hoje. Como diz Salomão no seu “Cantico dos Canticos”, “o odor de teu perfume excedia o de todos os aromas”. Eu e minhas cuecas, que dormem sozinhas no box, estamos saudosos de tuas calcinhas. Durante a semana, elas ficavam dependuradas nas torneiras do box. Ao lavá-lo, a empregada as recolhia e pendurava no secador da área. Aos sábados e domingos, quando dispensávamos a empregada, a tarefa era minha. Pendurar as nossas peças íntimas. E eu o fazia, apesar de teus protestos. Era uma tarefa sagrada para mim. Como tudo em ti e no teu corpo foi sempre sagrado. Em qualquer circunstância, em qualquer lugar, em qualquer ato praticado por nós, sempre te considerei como pessoa humana, criada à imagem de Deus. Pendurar tuas calcinhas no secador, cheirando-as ou até mesmo, por quê não dizê-lo, beijando-as, era um desses atos que faziam parte da nossa saga amorosa. Era mais um fio, tecido na teia do amor, que nos cobria e imunizava contra qualquer ato de possível infidelidade conjugal. Uma teia forte, resistente, capaz de nos manter unidos até tua morte. Minhas cuecas, hoje, infelizmente, ficam solitariamente penduradas. Não sei o que pensam. Para mim é um ponto a menos de contato contigo. Uma imagem a mais, refletindo a tua ausência e comprovando a minha solidão. Ah!... Que saudade das tuas calcinhas dependuradas.  &lt;br /&gt;(Página do livro inédito “Falando Com Ela” ou “Diário de Um Grande Amor”. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109469149972761314?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109469149972761314/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109469149972761314' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109469149972761314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109469149972761314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/09/nossas-roupas-dependuradas.html' title='NOSSAS ROUPAS DEPENDURADAS'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109287723297426398</id><published>2004-08-18T17:56:00.000-07:00</published><updated>2004-08-18T18:00:32.973-07:00</updated><title type='text'>O NOSSO CÂNTICO DOS CÂNTICOS</title><content type='html'>Eunice querida, esposa amada:&lt;br /&gt;Por quê  morreste antes de mim ?&lt;br /&gt;Por quê não nos amamos muito mais do que nos amamos ?&lt;br /&gt;Por quê não nos entregamos mais vezes um ao outro ?&lt;br /&gt;Por quê não fomos mais enamorados, olhando-nos bem dentro dos olhos, para ver o carinho, o amor, a paixão existentes dentro deles ?&lt;br /&gt;Por quê não provei mais vezes o mel que jorrava de tuas boca ?&lt;br /&gt;Por quê não demos mais vezes aqueles beijos prolongados, quando ficavas com o lábios assados e eu com a lingua inchada ?&lt;br /&gt;Por quê não me deliciei mais com o perfume de teu corpo ?&lt;br /&gt;Por quê, ao fazermos amor, não usamos toda a nossa habilidade para que o nosso prazer fosse mútuo e nenhum dos dois parasse de navegar, enquanto não chegássemos juntos ao porto ?&lt;br /&gt;Por quê não fomos, outras e outras vezes mais, eu gato, mordendo o teu cangote,  e tu a minha gatinha, em vez de simples pombinhos arrulhantes ?&lt;br /&gt;Por quê não te lambi mais vezes, como costumava fazer ?&lt;br /&gt;Por quê não admirei e beijei mais vezes aqueles dois pomos maduros e apetitosos plantados em teu peito ?&lt;br /&gt;Por quê não me desalterei mais vezes no manancial de água límpida e pura,  que jorrava de todas as partes de teu corpo ? &lt;br /&gt;Por que não nos transformamos mais vezes o eu e o tu num nós, vivendo e consumindo apaixonados a nossa humanidade ?&lt;br /&gt;Por quê não nos saciamos, até à embriaguez, como Salomão, em nossas mútuas carícias ?&lt;br /&gt;Por quê Deus não permitiu morrêssemos juntos, abraçados, boca na boca, corpo no corpo, consumindo-nos num derradeiro êxtase de amor ? &lt;br /&gt;Este, querida, como o da Bíblia, é o nosso “Cântico dos Cânticos”. Síntese de nossa vida de amor, que tivemos a felicidade de gozar aqui na terra, e com cujo término não me consolarei jamais !  Por isso, continuo falando contigo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109287723297426398?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109287723297426398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109287723297426398' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109287723297426398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109287723297426398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/08/o-nosso-cntico-dos-cnticos.html' title='O NOSSO CÂNTICO DOS CÂNTICOS'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109287538299877189</id><published>2004-08-18T17:23:00.000-07:00</published><updated>2004-08-18T17:29:42.996-07:00</updated><title type='text'>O  PESO  DA  URNA</title><content type='html'>Quando presidimos o Lions Clube Independência, recebemos a visita do presidente internacional. Não lhe recordo o nome. Era Pastor de uma igreja, em Tulsa, no Estado de Oklaoma, nos Esteites.  Ele nos contou uma historinha jamais esquecida. À frente do altar, recebendo os cumprimentos da comunidade, divisou na fila um jovem com outro jovem, quase de seu tamanho, ao colo. Deveria ser paralítico. Ao aproximar-se, o Pastor lhe perguntou: “Ele pesa muito  ?”... O jovem respondeu-lhe: “Não, ele é meu irmão”. Dois dias após tua morte, fui com a Daniela buscar a urna com as tuas cinzas. Recebia-a dentro de uma sacola. A Daniela não teve, acredito, coragem de segurá-la. Nem eu lhe permitiria. O encargo de carregar sua mãe pela última vez era meu. Limitou-se a perguntar: “pesa muito, pai ?”...Recordando o Pastor, tive vontade de retrucar-lhe: “Não filha, ela é tua mãe e minha mulher.” Realmente, ao longo de mais de meio século de felicidade compartida, tu nunca me pesaste, querida. Jamais me foste um  fardo. O contrário, sim. À vezes em que minha cruz me pareceu pesada, tu foste o meu Simão Cirineu. Não sei a razão, talvez um problema ósseo, foste sempre caideira. Vez por outra, levavas um tombo. Em casa, na rua, no supermercado. Porisso, quando saias sozinha, te fazia mil recomendações. Teu primeiro tombo ocorreu quando éramos noivos.  Vestias um longuinho preto, próprio da moda da época. Ao descermos as escadarias do Viaduto Octávio Rocha, vindos do teu apartamento, tropeçaste, enfiaste tuas pernas no meio das minhas, indo parar os dois deitados na calçada. Vestido rasgado, escoriados, o remédio foi voltarmos para casa. Não tive dúvidas. Peguei-te, eras magrinha, e subi as escadarias, ante o olhar atônito dos transeuntes, contigo no colo. Foi a primeira vez que desfilaste em público, nos meus braços. Mas, não foi a última. Estávamos em Veneza, loucos para conhecer a Praça de São Marcos. Tu tiveras, em Paris, um princípio de flebite e o médico te recomendara repouso. Deixei-te no hotel e fui sozinho ver a praça iluminada, com suas bandas de música. Um espetáculo que desejei, de imediato, desfrutar contigo. Era o tempo em que Veneza quase afunda. A praça estava cheia de moirões, para as pessoas transitarem sem se molhar. Justo o que não podias. Peguei-te no colo e atravessamos a famosa piazza. Lembrando tudo isso, se me fosse dado, tu não terias subido sozinha as escadarias do céu. Eu te carregaria no colo, depositando-te, como oblação, nos braços da Virgem, tua e nossa mãe e a quem eras tão devotada.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109287538299877189?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109287538299877189/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109287538299877189' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109287538299877189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109287538299877189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/08/o-peso-da-urna.html' title='O  PESO  DA  URNA'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-10916693582890821</id><published>2004-08-04T18:27:00.000-07:00</published><updated>2004-08-04T18:29:18.290-07:00</updated><title type='text'>ESTOU  TE  ESPERANDO</title><content type='html'>Sozinho em casa, sei agora porque, depois que a empregada ia embora, e eu me demorava  no escritório, tu me chamavas pela secretária eletrônica: “Paie...Paie...Paie...! Tou te esperando !”  E eu te respondia – “Mãee...Mãee...Mãee, já tou indo.” Era a saudade batendo à tua porta. A vontade de estar comigo, de sentir a minha presença. Acho até que previas alguma coisa !... Querias, a todo o custo, segurar e assegurar a nossa terna e amorosa companhia, antes que algo acontecesse. Que u’a mão invisível nos separasse. Se as pessoas parassem para pensar na riqueza dessas três palavrinhas mágicas – “tou te esperando !”... Elas encerram um mundo de amor, de segurança, de felicidade, de perdão, de esperança, de tranqüilidade. De tudo, enfim. Elas dizem que você tem um amor que muitos procuram e não têm. Ou tiveram e perderam. Têm um ombro amigo para chorar e um colo para deitar a sua cabeça. Elas representam a segurança de que você precisa, quando atravessa as ondas revoltas do mar  da vida. Elas transformam as suas derrotas em vitórias. Suas tristezas em alegrias. Seus sofrimentos em lenitivo. Elas têm o dom de transformar a sua vida de inferno num paraíso de felicidade. Se você errou, pecou, contra o céu ou contra ela, você sente, pelo chamado, que tudo lhe foi perdoado, em nome do amor. Pois, o importante é a sua volta. “Apesar de tudo o que me aprontaste, tou te esperando !...” Quando você se desespera, acha que tudo vai mal, não há mais saída, tem, até mesmo, em desespero de causa, vontade de acabar com sua própria vida, você recobra a esperança, porque sabe que tem alguém lhe esperando. Alguém precisando de você. Porque sem você, também ela, não sabe viver. Ela é a tranqüilidade. A bonança, o porto seguro, a paz. O travesseiro onde pode repousar a cabeça, acariciado por seu amor. Recordando teu chamado, quase lancinante, querida,  fico num dilema. Permaneço em casa, sozinho, onde tudo respira a tua presença, mas sofro a solidão da solidão, ou saio, caminhando ao léu,  sem vontade de voltar, sentindo, no meio da turba multa das ruas, a solidão da alienação.  Mas,  não há mais ninguém à minha espera ?! ...Em vão, fico no aguardo daquelas três palavrinhas mágicas: “tou te esperando”. Nessas horas, não sei se tenho peninha de ti ou pena de mim. Tu me chamavas e eu vinha. Eu te chamo e tu não vens mais  Resta-me a esperança de, quando eu morrer, estares, como o pai do filho pródigo, me esperando na soleira do céu. Afinal, a vida inteira eu fui um pródigo do teu amor.  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-10916693582890821?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/10916693582890821/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=10916693582890821' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/10916693582890821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/10916693582890821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/08/estou-te-esperando.html' title='ESTOU  TE  ESPERANDO'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109121137982962763</id><published>2004-07-30T11:07:00.000-07:00</published><updated>2004-07-30T11:16:19.830-07:00</updated><title type='text'>A CONSCIÊNCIA DO BEM PERDIDO</title><content type='html'>&lt;TT&gt;O grande pensador, que foi Pascal, escreveu, certa vez, que se o homem não tivesse “caido”,  perdido o Paraiso, poderia gozar, na sua inocência, da verdade e da felicidade, em toda a plenitude. Mas, se não houvesse “caido”, não poderia ter nenhuma idéia da verdade nem da felicidade. A queda foi que lhe deu a consciência do bem perdido. Enquanto vivi contigo, querida, num verdadeiro paraiso terrestre, eu não tinha consciência exata do quanto representavas para mim. Ouso dizer, nossa vida foi realmente um Eden. Nos casamos por amor, por puro amor. Tivemos e criamos nossos filhos, curtimos nossos netos e ainda conseguiste curtir um pouco a tua bisneta. Construimos juntos um amor ardente e empolgante. Juntos crescemos na fé. Uma fé sincera e profunda, fruto da tua crescente espiritualidade. Conquistamos e tivemos amigos. A maioria deles, circunstanciais, ficou pelo caminho. Gozamos, apesar dos tropeços, a que todos estamos sujeitos, uma felicidade que, desejaria, todos os casais gozassem. Foste, não canso de proclamar, minha filha, minha mãe, minha companheira, minha amiga. Como esposa, foste minha amante, quando, recíprocamente, nos fartamos de todos os tipos de carícias que só casais, que verdadeiramente se amam, sabem se proporcionar. Se a morte tem muito de trágico e incompreensivel, quando nos leva para sempre a pessoa amada, ela tem também muito de profundo. De consolador. Ela nos leva ao encontro da verdade. Nos devolve a consciência, que pensávamos ter, mas não tínhamos, do bem perdido. Enquanto a pessoa amada permaneceu ao nosso lado,  distribuindo seus afagos, seu devotamento, nós não enxergávamos a verdadeira dimensão do seu amor. Do que ela significava para nós. Com a sua morte, caimos do cavalo, como Saulo, de Tarso, cego, às portas de Damasco, e nos tornamos Paulo, o Apóstolo. “Senhor, que queres que eu faça ?”... Querida, que posso fazer, para viver contigo, novamente, no paraiso ? ...A queda nos  aponta o verdadeiro significado da morte. Ela dá sentido à vida. Sem a morte, não dariamos o exato  valor à pessoa amada, que morreu. Se viver na terra com ela era um paraiso, morta ela nos aponta o caminho para o eterno paraiso. Onde não existirá morte nem separação. Onde, juntos, nos desalteraremos na fonte inextinguível de amor e felicidade, que é Deus.&lt;/TT&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109121137982962763?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109121137982962763/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109121137982962763' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109121137982962763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109121137982962763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/conscincia-do-bem-perdido.html' title='A CONSCIÊNCIA DO BEM PERDIDO'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109103880360615949</id><published>2004-07-28T11:01:00.000-07:00</published><updated>2004-07-29T16:29:55.016-07:00</updated><title type='text'>   S I M B O L O G I A S</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;tt&gt;Vez por outra, publicamente ou em reuniões de grupos, discute-se o fato ou costume de colocar-se um crucifixo em salas de aula, de audiências ou outros recintos públicos estatais. Os que se manifestam favoravelmente, partem do princípio de que somos um país, estatisticamente, de predominância católica ou cristã. E o crucifixo é o símbolo por excelência do cristianismo. Os contrários argumentam com o laicalismo do Estado. Com a liberdade religiosa. Particularmente, não sou contra nem a favor. E por duas razões. Primeiramente, quando se entroniza ou afixa um símbolo, como o crucifixo, em qualquer recinto, até mesmo no lar, deve-se, no mínimo, ser fiel à simbologia e coerente com ela. Não se pode exibir a imagem de alguém, cujos princípios aparentemente esposamos, mas, na prática, temos atitudes e comportamento totalmente diversos. Uma hipocrisia. Ou um gesto sem sentido. Em segundo lugar, o importante não é mostrar, simbolicamente, que acreditamos em algo ou alguém. Após a morte de minha mulher, no auge da minha dor, fixei fotos suas em quase todas as paredes de nosso apartamento. Um gesto de amor. Mas secundário, se ela não estiver, em primeiro lugar, no meu coração. Norteando-me na prática dos princípios em que juntos acreditamos. As fotos podem um dia amarelecer e, até mesmo, serem retiradas de onde estão. Ela só será uma permanente realidade se estiver dentro de mim. No fato em causa, mais importante do que a exibição, em qualquer recinto, do Crucificado é sermos a corporificação do que Ele pregou e pelo que foi pregado. A encarnação de Seu ideal. “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo”, disse Ele. Se formos excessivamente parcimoniosos, ou quase omissos, no uso do sal, o alimento servido, o nosso exemplo, será insosso. Sem graça. Sem valia. Em compensação, se carregarmos no sal, impondo nossas idéias, a comida não será tragada, mas rejeitada. Da mesma forma, a luz. Fraca, bruxuleante, quase apagada, de nada servirá. Não iluminará ninguém. Forte de mais, cegará as pessoas. Agredindo-lhes os olhos e a consciência. Em suma, não devemos nos impor, mas expor-nos. Sem farisaismo e sem respeito humano. A cruz não é uma imposição. É uma opção voluntária pelo amor.&lt;/tt&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109103880360615949?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109103880360615949/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109103880360615949' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109103880360615949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109103880360615949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/s-i-m-b-o-l-o-g-i-s.html' title='   S I M B O L O G I A S'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109103549541979632</id><published>2004-07-28T10:20:00.000-07:00</published><updated>2004-07-29T16:35:34.236-07:00</updated><title type='text'>QUE É, AFINAL, O  AMOR ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Dia destes, escrevi neste jornal sobre o amor. Recebi, entre outros, dois questionamentos. O primeiro: “o que é, afinal, o amor ?”. Uma curiosidade. O outro: “existe esse tal de amor”? . Uma desilusão, quem sabe, decorrente de relacionamentos anteriores. O amor, como a fé, a esperança, a justiça, a humildade e outros sentimentos, é uma virtude. Teologal ou cardeal, não importa. E, como toda a virtude, ele é uma abstração. Não é algo visível. Concreto. Tangível. Que, pôr exemplo se pode comprar. O amor não existe em si. Ele existe personificado. Há, sim, pessoas virtuosas, amorosas, esperançosas, justas ou injustas, fiéis ou infiéis. Costuma-se dizer “aquela pessoa é um amor”. A propósito, amor não é caridade, como igrejas pudicamente costumam nominá-lo. Caridade sabe a esmola. Algo que se doa a outrem e que. muitas vezes, nos é até mesmo supérfluo. Cristo nunca falou em caridade, sempre em amor. Amor é doação total, sem restrições, de um ser a outro &lt;br /&gt;ser. A conjunção carnal, realizada com amor e por amor, é uma celebração eucarística. Fala-se, erradamente, em “fazer amor”, quando, pôr instinto irracional, se está realmente “fazendo sexo”. O amor é sentimento corporificado. Sem essa corporificação , ele é invisivel. Apenas, sensível. Como o perfume ou o vento, que não vemos mas sentimos. Sempre houve, e ainda há, pessoas que não acreditam em Deus. Muito menos num Deus Amor, como O chamou o Evangelista. Porque nunca o viram, tocaram ou sentiram. Pôr isso, Deus se encarnou em Seu Filho Jesus, corporificando o Seu amor pelos homens, para que os homens cressem n’Ele. Transformado em pessoa humana, como nós, Ele passou não só a ser sentido, como visto, conhecido, tocado. Amor divino, humanamente encarnado, Cristo tornou-se o Arquétipo do Amor. Daí o seu único e apropriado mandamento “amai-vos uns aos outros como EU ( homem como vocês ) vos amei”. Não como Deus, uma abstração, vos ama. &lt;br /&gt;Luiz A. M. Giacobbo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109103549541979632?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109103549541979632/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109103549541979632' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109103549541979632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109103549541979632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/que-afinal-o-amor.html' title='QUE É, AFINAL, O  AMOR ?'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109103451697765904</id><published>2004-07-28T09:59:00.000-07:00</published><updated>2004-07-28T10:08:36.976-07:00</updated><title type='text'>AMOR, PAIXÃO E OS NAMORADOS</title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cessadas as controvérsias apaixonadas, pode-se falar com serenidade sobre a Paixão de Cristo. Pretender repartir culpabilidades pela sua ocorrência, é ignorar a divindade encarnada. Cristo não foi morto. Imolou-se por amor à humanidade. “Não existe amor maior do que dar a vida pelo irmão.” A sexta-feira santa, porém,  ficou para trás. O foco do momento é o “Dia dos Namorados”. Será o caso de festejá-lo ou lamentar a perda de seu sentido romântico, em favor do objetivo mercantilista ?!  Embora no termo namorado  esteja inserida a palavra  amor, os namorados, ao que parece, hoje em dia não se enamoram,  amam e casam, como antigamente. Ficam na paixão. E enquanto dura. Pois, a paixão é passageira. É um fogo, abrasador às vezes, porém fátuo, se não for permanentemente alimentado pelo amor. A preterição decorre da própria natureza do amor. Segundo o Apóstolo Paulo, “o amor não busca o próprio interesse. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Não é passageiro. É eterno”. Hoje, no entanto, busca-se o próprio interesse. Não  se desculpa, não se tem fé, paciência para esperar, “saco” para suportar. Busca-se o mais moderno, o mais novo. O celular, o computador, o carro, o parceiro. O descartável. Não há amor à profissão. Busca-se o ganho. Não há amor à arte. Busca-se a fama. Não há amor ao esporte. Busca-se a vitória. Não há paciência para esperar enriquecer. Rouba-se. Não se é fiel. Trai-se. Não se suporta. Manda-se em frente. Para que serve, então, o amor ? ... Para que serve o namoro, além de alavancar, com as vendas de seu dia, o superavit primário ?... Desembocar no casamento, que transforma as pessoas, não em membros de uma comunhão de felicidade   e  amor, mas em “infelizes tiranos domésticos”, segundo uma badalada escritora americana ? ... Pena, assim se pense, se aja e atestem as estatísticas. A falta, esta sim, de um fiel, profundo e duradouro  amor conjugal está alienando as pessoas. Deprimindo-as. Levando-as à solidão, ao estresse, à infelicidade, ao vício, à busca de manuais de auto-ajuda. O amor paulino, ao contrário, pode até, aparentemente, terminar numa cruz. Mas é o único caminho, a páscoa da verdadeira felicidade. A fé e a esperança desaparecerão, um dia, com a morte. O  amor, porém é eterno. Porque o Eterno é Amor.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109103451697765904?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109103451697765904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109103451697765904' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109103451697765904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109103451697765904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/amor-paixo-e-os-namorados_28.html' title='AMOR, PAIXÃO E OS NAMORADOS'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-109024789467170925</id><published>2004-07-19T07:11:00.000-07:00</published><updated>2004-07-19T07:39:51.716-07:00</updated><title type='text'>Balada Do Nós</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;No princípio era o eu. Depois era o tu. &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Só depois, bem depois, surgiu o nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eles viviam, na verdade, muito sós.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um dia o eu e o tu se encontraram. Se conheceram.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se enamoraram e se entenderam. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se amaram, se beijaram, se provaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ficaram noivos e se casaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nunca mais se sentiram nem ficaram sós.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pois, no lugar do eu e do tu, surgiu o nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Diferente do meu tempo de rapaz,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O nós foi andando&amp;nbsp;à frente, o eu e o tu foram ficando atrás.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O nós cresceu, cresceu, passou a viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O eu e o tu haviam morrido,&amp;nbsp;tudo levava a crer.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O nós mandava, desmandava, tudo decidia.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Passando a ser dois num só, discordância não havia.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O eu e o tu,&amp;nbsp;tendo passado a ser um,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Tudo decididam em comum.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Juntos vivivam, juntos moravam.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Juntos dormiam, juntos transavam.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Tiveram os filhos que queriam.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas, tantos quantos podiam.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um dia, cada um deles casou.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O ninho do nós a ser só deles novamente&amp;nbsp;passou.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Embora de novo sós, solitude não havia.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Porque mais e mais o seu amor crescia.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas, um dia, ai que dia!&amp;nbsp;O tu morreu.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O eu sofre, até hoje, o amor que perdeu &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Infelizmente, nada mais voltou a ser, como no tempo de rapaz. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O eu, solitário, foi andando em frente, porque o tu se quedou atrás.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A esperança do eu é que, amanhã ou depois,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Haja, no céu, eternamente, um lugar pros dois.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E, ouvindo Deus do eu a triste voz, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Transforme o eu e o tu, novamente, em nós.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-109024789467170925?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/109024789467170925/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=109024789467170925' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109024789467170925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/109024789467170925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/balada-do-ns.html' title='Balada Do Nós'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108998976220783135</id><published>2004-07-16T07:52:00.000-07:00</published><updated>2004-07-16T07:56:02.206-07:00</updated><title type='text'>MINHA ATRIZ, MEU "OSCAR"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca fomos cinéfilos. Mas, sempre que possível, gostávamos de ir ao cinema ver um bom filme. E bom filme para nós era aquele que nos deixasse uma mensagem. Fosse comédia ou drama. Alegre ou triste. Afinal, tanto da alegria, quanto da tristeza se pode extrair uma mensagem. Uma lição de vida. Na verdade, querida, toda a vida, a vida de cada um de nós é um filme. De curta, média ou longa metragem. O nosso, casualmente, foi longo. Quiçá, poderia ter sido mais longo ainda. Dia destes, li uma linda história de um que durou apenas nove meses. A diferença entre os filmes está em que uns encenam histórias de vida reais, verdadeiras. Outros são mera ficção. Nestes, o cineasta decide a metragem e programa o início e o fim. Nos filmes da vida real, há um começo havido, mas o final não se pode "a priori" definir. Ele está nas mãos do Cineasta do Universo. Só pode, portanto, ser totalmente rodado e exibido após Ele colocar o famoso "The End". Tu gostavas de ver novelas, sobretudo se alegres e te deixassem mensagens positivas. Não pudeste ver os capítulos finais da última. Numa terça-feira, Deus de chamou para protagonizares o capítulo final da nossa. Do filme da nossa vida. A novela da TV terminou no sábado seguinte. A nossa no domingo. Sem sombra de dúvida, tu foste a estrela da película. Não roubaste apenas uma cena. Roubaste o filme todo. Por isso, ele só poderia terminar, como terminou, contigo. Com a morte da atriz principal. Hoje, para matar a saudade e te sentir presente, sobretudo à noite, sono perdido, revejo cenas dos papeis que desempenhamos. Luzes apagadas. Platéia silenciosa. Alguns dormem. Não se houve o tilintar de celulares nem a trituração de pipocas. Todo o filme é sobre o passado. Toda a lembrança é do passado. Sozinho, recostado na poltrona da noite, vejo e revejo as cenas. E fico feliz, muito feliz de ter, ao longo de 55 anos, contracenado contigo. Se houvesse um "Festival de Filmes da Vida", e eu fosse um dos jurados, o "Oscar" de melhor atriz seria teu. Porque além de real, bonito, com o teu maravilhoso desempenho, ele nos deixou, como buscávamos nas películas cinematográficas, uma mensagem. Aliás, duas mensagens. "A Felicidade É Possível" e "Vale a Pena Casar". A luz do lanterninha atravessa as venezianas do quarto, indicando que a sessão terminou. Está raiando um novo dia. Mais um dia sem o meu "Oscar". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108998976220783135?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108998976220783135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108998976220783135' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108998976220783135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108998976220783135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/minha-atriz-meu-oscar.html' title='MINHA ATRIZ, MEU &quot;OSCAR&quot;'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108998943667410357</id><published>2004-07-16T07:43:00.000-07:00</published><updated>2004-07-16T07:50:36.673-07:00</updated><title type='text'>TU ÉS IMORTAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há pessoas que passam pela vida sem deixar sua marca. Mortas, continuam mortas. Há as que marcam de uma&amp;nbsp;forma indelével sua passagem pela terra. Mortas, continuam vivas. Escreveu alguém que "dizer te amo (o que te disse milhares de vezes !) significa dizer não morrerás". Realmente, uma pessoa amada, como tu foste, querida, jamais morrerá para o amante. Mas, após a morte deste ? ... Quem creu em Cristo, na palavra dele, como tu&amp;nbsp; creste, não morrerá. "Quem crer em Mim viverá eternamente!". Resta driblar a morte e prolongar a tua vida neste mundo. Li de um cronista que a poeta Edna St.Vincent Milay, teria escrito num verso famoso: "Read me, do not let me die", leia-me, não me deixe morrer. Escritores, através de suas obras, santos e heróis, biografados, gozam de uma certa imortalidade terrena. Porém, como tudo o que é terreno, eles têm o seu tempo. Todos correm o risco de, com os anos, serem esquecidos. Tu nunca me pediste para, mesmo depois de morte, não te deixar morrer. Não imitaste a poeta - "fala comigo, não me deixes morrer." A idéia foi minha. Encontrar mais um jeito para continuares vivendo conosco. Falar contigo, como tenho feito, relembrar nossa vida, a intensidade de nosso amor, tuas qualidades e defeitos, tuas virtudes e eventuais pecados, é uma forma de não te deixar morrer. Não te imortalizam, mas prolongam tua vida no tempo. Vaidosos, como Talleyrand, cunharam frases como "falem mal, mas falem de mim !. E um outro, para propositadamente ser lembrado, "me esqueçam!". Os simples fazem o bem sem esperar recompensa ou imortalidade. Sequer o céu. Mas todos gostaríamos de sobreviver na memória de nossos descendentes. Quem não se recorda, com saudade, de mãe, pai, irmãos, parentes, amigos ?!... Lembrá-los é mantê-los vivos, presentes, imortalizados. Estão aí os dias dedicados a cada um deles, o onomástico dos santos, que nos fazem reviver sua vida, seu assado. Há, até, os que acreditam que a eternidade não consiste em céu, inferno, reencarnação. A eternidade, para estes, não é nada mais do que a nossa sobrevivência na memória de nossa progênie. Eu, para não arriscar, prefiro acreditar nas duas hipóteses. Na eternidade celeste, eterna, prometida por Cristo àqueles que, em vida, guardaram os seus mandamentos, e na imortalidade terrestre, passageira mas prolongável, conseguida por aqueles que, em vida, distribuíram amor, muito amor. E, como recompensa, permanecem vivos no coração de seus amados. É o teu caso, querida. Tu não continuas viva apenas porque converso contigo, mas pelo grande amor que nos dedicaste. Por tudo quanto significaste para nós, continuas vivendo em nós e conosco. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108998943667410357?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108998943667410357/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108998943667410357' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108998943667410357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108998943667410357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/tu-s-imortal.html' title='TU ÉS IMORTAL'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108981015063640840</id><published>2004-07-14T06:00:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T06:02:30.636-07:00</updated><title type='text'>SUBINDO AO TABOR</title><content type='html'>Não foram os mais felizes, pois todos os de nossa vida o foram, mas os 20 anos, decorrentes entre 1966 e 1986, foram anos dourados, em termos de bem viver. Ao longo dessas duas décadas, construímos nossa casa, com todo o conforto. Com piscina e um Mercedes Benz na garagem. Nossas três filhas debutaram e seus casamentos, como o de nosso filho, foram acontecimentos lindos e inesquecíveis em nossa vida. Até hoje eles recordam saudosos os últimos anos passados em nossa companhia. Celebramos a vinda de muitos de nossos netos. Trocamos a casa, por um lindo apartamento. Te bacharelaste em ciências jurídicas e sociais. Nossas filhas concluíram seus cursos universitários. Não só lhes proporcionamos um tempo de vida feliz, como lhes demos, a par de nosso exemplo, uma educação cultural e religiosa para seguirem, com independência e sucesso, o seu próprio caminho. Sobretudo para que, este o nosso grande objetivo, gozassem da mesma felicidade gozada por nós. Se tudo iria ocorrer como pretendíamos e sonhávamos, era imprevisível. Afinal, o futuro não nos pertence. Ninguém consegue prevê-lo. Mas cumprimos, com responsabilidade consciente, o nosso dever de pais. Liberados desse múnus paterno, fomos conhecer o mundo em novas e verdadeiras luas-de-mel. Se a vinda dos filhos não atrapalhou nossa vivência amorosa, como às vezes acontece com outros casais, a sua saída, para viverem suas próprias vidas, nos permitiu continuar o namoro, o amor e a nossa sexualidade de uma forma mais madura e liberada do que nos primeiros tempos de casados. Entretanto, nunca fomos egoístas em termos de felicidade, guardando-a só para nós. Procuramos, de todas as formas, transmiti-la e exemplificá-la, sempre que tivemos oportunidade. Através dos nossos relacionamentos, de palestras proferidas em clubes de serviço, associações, encontros religiosos e profissionais. Fomos apóstolos e propagadores do amor conjugal, do casamento indissolúvel e fiel. Da família, enfim. Eu, particularmente, através de artigos na imprensa. E, agora, através dessas conversas contigo. Conscientes de que ninguém é feliz isoladamente. Pôr mais que nos complementássemos, sabíamos claramente, homem algum é uma ilha. Só é duradoura a felicidade compartilhada. Com os familiares, amigos e todos quantos nos cercam. Vistas sob este prisma, hás de concordar comigo, querida, essas duas décadas foram, efetivamente, anos dourados. Foram a sublimação de um Tabor, onde não poderíamos levantar tendas definitivas. Teríamos, fatalmente, de descer um dia à planície. Mas, com o sabor de ter vivido um pedaço do céu. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108981015063640840?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108981015063640840/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108981015063640840' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108981015063640840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108981015063640840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/subindo-ao-tabor.html' title='SUBINDO AO TABOR'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108980976523099103</id><published>2004-07-14T05:53:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T05:56:05.230-07:00</updated><title type='text'>DESCENDO A MONTANHA</title><content type='html'>Alguém escreveu que "a linha divisória entre riso e lágrimas é muito estreita; ninguém pode viver consigo mesmo em perpétua tristeza , nem suportar a exuberância da euforia constante. Na linguagem da Bíblia, aos momentos de sublimação na montanha da transfiguração, têm de seguir-se, fatalmente, dias de trabalho na praça do mercado". Aos anos dourados, querida, sucederam-se dias nebulosos, de tristeza, preocupação e desilusão. Três dos nossos quatro filhos tiveram o seu casamento desfeito. Muitas e muitas vezes, nos questionamos : "afinal, onde nós erramos ?". Nós, quero crer, não erramos. Fizemos a nossa parte. Infelizmente, os tempos são outros. As pessoas, parece, não têm tempo para aguardar a felicidade. E quando a felicidade poderia estar se instalando em sua casa, elas já se mudaram. Trocaram de parceiro. Tentando uma nova experiência. Na ânsia de buscar um entrosamento e uma felicidade que depende de cada parceiro. Nossa segunda filha, depois de ter perdido sua segunda filha, sofreu um seqüestro, que, graças a Deus, terminou bem. Nossa última filha, quando nossos netos gêmeos completaram um ano, o casamento se desfez. Sexagenários, tivemos, praticamente, de adotar duas crianças. Inobstante, foram anos felizes. Como disse o autor antes citado, "as tristezas da vida, pela benéfica versatilidade humana, têm de ceder lugar a disposições de ânimo mais alegres e felizes". Eles cresceram sob a nossa proteção. Nós os adotamos como filhos. Vivemos a sua infância, como tínhamos vivido a de nossos filhos. Deus prolongou nossa saúde e nossos anos. Morreste, querida, quando, aos treze anos, ela já não dependia mais tanto de nós. Mas, até hoje, sentem falta de teu carinho e da dedicação extremada, sempre demonstrados para com eles.. Nossa neta mais velha. enfrentou sérios problemas com uma leucemia persistente, mas hoje vencida. Tendo casado e nos dado a primeira bisneta. Como se tudo isso não bastasse, às vésperas de completar 62 anos, uma &lt;br /&gt;idade em que muitos partem para viver o ócio com dignidade, tive meu contrato de trabalho rescindido, após vinte e três anos de ininterrupta dedicação à mesma empresa. Se os anos dourados nos uniram, os difíceis selaram em definitivo a nossa união. Apoiados, já agora, nas mãos de Deus, sempre presente em nossa vida, caminhamos, encanecidos mas sempre de mãos dadas, rumo ao final de nossa missão. Os anos de vacas gordas foram de felicidade. Mas, os de vacas magras nos comprovaram que há felicidade também no sofrimento. Quando precisamos carregar a nossa cruz. Alegres, pois na cruz está o amor. E não há felicidade sem amor. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108980976523099103?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108980976523099103/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108980976523099103' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980976523099103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980976523099103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/descendo-montanha.html' title='DESCENDO A MONTANHA'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108980954260462769</id><published>2004-07-14T05:48:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T05:52:22.603-07:00</updated><title type='text'>APOSTOLADO COLORIDO</title><content type='html'>Vasculhando, dia destes, teus papéis, querida, encontrei um escrito teu, com o título "Proposta". E os seguintes dizeres, que, como tudo quanto foi teu, me comoveu: "Quando olho para as flores, frutas, para os campos, pequenos vilarejos, aumenta em mim a alegria de viver. Procuro colocar na tela o que estou vendo e sentindo, para transmitir aos outros um pouco da minha felicidade. A natureza é bela. Nós é que não temos tempo, muitas vezes, para admirá-la. Daí a minha proposta: dividir com os outros o sentimento de alegria e de amor, que trago dentro de mim." Mais do que artista plástica, tu eras uma poeta. Uma sentimental. Uma pessoa dadivosa, cuja preocupação, acima da arte, era transmitir aos outros tudo quanto te ia ao coração. Alegria, amor, felicidade. Tu realmente, e isto me deixa compensado, amavas a vida. Eras uma criatura alegre, amorosa, feliz. Sentimentos e dons que te preocupavas em transmitir aos outros e compartilhar com eles. Pôr isto mesmo eras feliz. Porque só é feliz quem faz os outros felizes. Muitas vezes não sabemos como realizar o nosso apostolado neste mundo. Bem administrar, como pregava Jesus, os nossos talentos. Exclusivamente voltados para nós mesmos, para nossos interesses, nossos objetivos, nossos negócios, nos satisfazem com a nossa realização pessoal. Pôr exemplo, com os quadros que pintamos e conseguimos vender. Mas, atingidos os nossos objetivos, e parando para pensar, nos sentimos insatisfeitos. Vazios. Até mesmo, apesar de vitoriosos em nossos intentos, frustrados. Tudo porque permanecemos no material. Esquecidos do espiritual. Olvidados de que não somos apenas corpo, matéria, mas também alma, espírito. De que as coisas materiais nos satisfazem menos do que as espirituais. Como a alegria que espargimos, o amor que dividimos, a felicidade que compartilhamos. Essa divisão, esse compartilhamento é que justificam as nossas obras. Os nossos quadros. Enchem o nosso coração. E contam ponto para a eternidade. Se essas atitudes atingem os outros, tornando-os felizes, reverberam em nós, fazendo-nos mais felizes ainda. Tua proposta é a mesma de Francisco de Assis: "é dando que se recebe". Até a morte pode nos transmitir, não alegria, mas exemplo e consolo. "É morrendo que se vive para a vida eterna". É preciso morrer para ressuscitar. Pois, "se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, ficará sozinho. Mas, se morrer, produzirá muitos frutos", transmitindo exemplos eternos de alegria, amor e felicidade. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108980954260462769?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108980954260462769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108980954260462769' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980954260462769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980954260462769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/apostolado-colorido.html' title='APOSTOLADO COLORIDO'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108980922987397764</id><published>2004-07-14T05:44:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T05:47:09.873-07:00</updated><title type='text'>UMA NOVA REALIDADE</title><content type='html'>A tua morte, querida, está me fazendo encarar uma nova realidade. Vivemos a vida a partir do passado, começando pelo nosso nascimento. Olhando sempre para frente. Quanto mais moços, maior a convicção de um longo futuro. Para o qual temos muitos e grandes planos. Um futuro bem mais longo do que o passado. A interrupção de nossos objetivos está sempre fora de cogitação. Da minha, ao menos, sempre esteve. Mas, de repente tu morres e eu me defronto com um outro contexto de vida. Inesperado. Imprevisto. Embora sempre passível de ocorrer. Olho-me e faço a primeira e dura constatação. Sou um octogenário. Nada de eufemismo de melhor idade. A idade não se mede pelo tempo, mas pela vida vivida. Sem ilusões. Porque os jovens, as crianças também morrem. Morre-se em qualquer idade. A segunda constatação é a de que, medida pelo passado, a minha vida foi longa, e, apesar de todos os percalços, bonita, feliz, bem aproveitada. Com momentos inesquecíveis. Se nem tudo saiu como esperava, aconteceu como tinha de acontecer, face às circunstâncias e às atitudes tomadas. Sem queixa, portanto. Mas, agora, querida, estatisticamente, o meu futuro é curto. Advêm, então, a terceira constatação. O futuro é curto, mas precisa ser vivido. Ao contrário da infância ou da mocidade, ele será necessariamente enfrentado de forma inversa. Não mais a partir do começo, quando nos conhecemos, pôr exemplo, mas a partir do fim, quando morreste.. Quase todo o meu tempo foi passado contigo. O restante será vivido sem ti. Sem planos conjuntos. Mas, individuais e adaptáveis à uma nova realidade. Um futuro curto, comparativamente ao passado. E incerto. Apresentado a uma esfinge qualquer, teria como resposta: "desvenda-me ou morre". Desvendar o futuro, por mais curto que seja, impossível. Deixar-se morrer aos poucos, suicídio. Há, então, que viver. Olhando para frente. Com coragem. Otimismo. Auto-estima. Da melhor forma, possível. Com objetivos e planos de curto prazo, que não há espaço-tempo para longos. Aplicando minhas capacidades pessoais em atividades que me dêem satisfação. Sem descuidar-me do lado emocional. Reforçando antigos relacionamentos e, se possível, buscando novos. Para não me sentir rejeitado, desamado, fora do contexto. Mas, preparado e atento para não ser novamente surpreendido pelo Anjo da morte. Que, desta vez, virá não para me ferir e afligir. Senão para me consolar e completar o plano divino de reunir na eternidade quem Ele separou no tempo. Sacramentando, com isso, querida, o nosso plano humano. Que nem a morte nos separasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108980922987397764?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108980922987397764/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108980922987397764' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980922987397764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980922987397764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/uma-nova-realidade.html' title='UMA NOVA REALIDADE'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108980881924389012</id><published>2004-07-14T05:35:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T05:40:19.243-07:00</updated><title type='text'>A AMIZADE NO CASAMENTO</title><content type='html'>"Nada se compara a um amigo fiel, diz o Eclesiástico. Seu preço é incalculável. O amigo fiel é uma forte proteção. Quem o encontrou, encontrou um tesouro. É um bálsamo de vida e de eternidade." Em abril de 1998, publiquei um artigo intitulado "Um amigo, ao menos", baseado na observação de uma psicanalista, de que quando se é jovem há naturalmente abertura e entusiasmo para se conhecer gente nova. Mas, à medida que a vida e os interesses mudam, você pode se perguntar se as amizades mais antigas sobreviveram. E eu chegava à conclusão que não. Haviam sido amizades do momento, circunstanciais. Muitas interesseiras. A única amiga verdadeira que eu havia conquistado eras tu. "Vive em amizade com muitos, diz ainda o Eclesiástico, mas o teu conselheiro seja um entre mil." Tu foste este um, querida. Foste minha amiga certa em todas as horas. Sobretudo nas incertas, que não foram poucas. Que é quando, dizia Ovídio, se conhece o amigo verdadeiro. "Amicus certus in re incerta cernitur." Uma razão a mais para o nosso casamento ter durado até tua morte. "Para que a amizade seja verdadeiramente autêntica, escreveu um autor, deve ser também permanente. A intenção de dar-se ao outro requer o dom total e para sempre de si mesmo. A verdadeira amizade jamais tem um caráter provisório. A amizade tende à duração. Um relacionamento que, desde o início, se propusesse como temporário equivaleria a uma renúncia ao amor e não seria amizade." A permanência da amizade não é outra coisa senão a própria raiz do amor, que quer ser eterno. "A amizade, escreve Hildo Conte, em seu livro "Desejo de Amar", abre o horizonte do amor infinito que o coração deseja. O desejo de amar não busca apenas amigos, mas busca sobretudo amor. Ser amigo não é ter o direito da amizade do outro. Amizade é a promessa e o empenho comuns de construir o amor". A amizade conjugal, já se escreveu, não deve conhecer limites. Quem ama o companheiro não o faz somente por causa daquilo que dele recebe, mas por si mesmo, alegre por poder enriquecê-lo com o dom de si. Este modo de amar pode exprimir-se na disposição recíproca, que se a realiza na promessa: "toda a minha vida será para te fazer feliz.". Se fomos felizes, querida, é porque fomos realmente amigos. Sem amizade não há felicidade no casamento. Ou não há casamento. Os cônjuges, além de se amarem, necessariamente devem ser amigos. E amigos para sempre. Para enfrentarem juntos todas as estações da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108980881924389012?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108980881924389012/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108980881924389012' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980881924389012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108980881924389012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/amizade-no-casamento_14.html' title='A AMIZADE NO CASAMENTO'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108975039143958712</id><published>2004-07-13T13:23:00.000-07:00</published><updated>2004-07-13T17:13:22.253-07:00</updated><title type='text'>Carta de uma leitora! </title><content type='html'>Porto Alegre, 27 de abril de 1976,  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado sr. Luiz Giacobbo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois motivos fazem-me esperar ansiosamente as sextas-feiras. O primeiro é que tenho pela frente dois dias para desfrutar com os meus e o segundo é ler sua crônica. Na luta do dia a dia, às vezes duvido que o senhor exista (desculpe pela dúvida!). As suas crônicas me fazem sentir gente, dão-me forças para continuar amando e perdoando as pessoas; fazem-me acreditar que são poucas a que viraram máquinas. Ao me casar, não dava nada pela vida, mas há oito anos que sei o que é o amor numa família. Sou uma das poucas mulheres que têm certeza do amor de seu marido e tenho um filho de 7 anos, que acha a mãe dele a mulher mais linda do mundo. Sou funcionária da Caixa Econômica Estadual e meu marido é mecânico de automóvel (autônomo); moramos numa casinha humilde, mas é nossa e temos muitos projetos para o futuro. E esperança. Gosto muito quando o senhor fala em Deus, pois se ouve falar tão pouco Nele. Não sei expressar muito bem aquilo que sinto, mas a grande vontade de cumprimentar-lhe deu-me coragem para escrever a um escritor. Gostaria de saber se escreveu algum livro, e quais foram. Desejo-lhe muita saúde e muitos anos de vida para conviver com a família que o senhor tanto ama.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma grande admiradora, &lt;br /&gt;Sonia Leal da Silva &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108975039143958712?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108975039143958712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108975039143958712' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108975039143958712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108975039143958712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/carta-de-uma-leitora.html' title='Carta de uma leitora! '/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108974995319638646</id><published>2004-07-13T13:14:00.000-07:00</published><updated>2004-07-14T05:33:31.446-07:00</updated><title type='text'>Resposta à uma amiga! </title><content type='html'>Querida Maria Regina,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi tua resposta ao e-mail que te mandei,  que é uma das páginas dum pretenso livro, que pretendo escrever sôbre passagens de nossa vida de casados, minha e da Eunice, projeto que se chegar a concretizar não tem outro propósito se não o de mostrar, sobretudo aos jovens de hoje, desinteressados ou ressabiados de uma entrega tota, mais profunda e duradoura possível, que "O Amor É Possível". Para provar isso, não podemos ficar, apenas, na teoria, mas mostrar fatos concretos, exemplos de vida, que nem todos se dispõem a fazer. Isto porque, na realidade, importa em desnudar a sua vida, escancará-la, sem falsos pudores, aos outros. Publicamente. Agradeço-te o apreço que mostraste, porque, partindo de  uma pessoa como tu, a apreciação me é muito importante, confortadora e estimulante. Quanto à sugestão de engajar-me num trabalho volutário, como o que sugeriste, te agradeço. Oportunamente vou telefonar para a Helena. Através da ADCE,  tenho tido conhecimento de seu trabalho. Apenas, preciso adequar o meu tempo, para não assumir demasiados compromissos, como aconselha o livro que tua mãe gentilmente me enviou logo após a morte da Eunice, - "Alguém que Eu Amava Morreu". Como podes ler pela página que te mandei, "Uma Nova Realidade", tenho muitos objetivos, mas, infelizmente, pouco tempo para realizá-los. Enquanto trabalhava, não pude concretizá-los, porque, como disse o poeta, "meu ser evaporei na lide insana", não do tropel das paixões, como foi  caso dele, mas do trabalho, que foi a minha necessidade prioritária. E agora que posso priorizar os meus objetivos, há tanto tempo acalentado, vejo o tempo fugir-me, sem que eu tenha poderes para segurá-lo. De qualquer forma, acho que, mesmo assim, tenho usado devidamente, até aqui, os meus  pobre e parcos talentos, evitando ser chamado por Ele, quando a Ele  me apresentar, de "servo mau e preguiçoso". A Eunice e eu fomos a São Paulo, junto com outros casais, fazer e conhecer o  "Encontro de Casais Com Cristo, e após implantá-lo em Porto Alegre. Demos um sem número  de palestras, todas elas exemplificadas com passagens de nossa vida. Depois,  fizemos ressurgir no Rio Grande do Sul, a ADCE - Associação de Dirigentes Cristãos De Empresas, de que fui, em sua nova fase, o primeiro presidente. Através dela, participamos de e dirigimos muitos encontros, como aquele que assiste. Mais uma vez, dando palestrar e exibindo passagens de nossa vida. Impulsionei a criação da Associação de Juristas Católicos, da qual , infelizmente, não consegui de teu pai a aquiescência para ser o primeiro Presidente. Após tomarmos parte  em  um Cursilho da Cristandade, resolvi escrever, o que fiz ao longo de  quase dez anos, uma coluna semanal, no "Jornal do Comércio", de que até hoje sou colaborador, falando sempre sobre Deus, a família,  o casamento, com, novamente, sem respeito humano, detalhes  de nossa vida. Recebi,  à época , afora manifestações verbais, correspondências, como a que estou te enviando abaixo, que demonstram quão tortuosa  foi a semeadura. Sobre tudo isso, pretendo, se Deus quiser e tiver tempo, realizar algumas publicações. Foram mais de quatrocentos artigos e ensaios publicados em jornais.Como vez, a tarefa é grande, meu talento  não sei se estará à altura e, o mais importante, se terei tempo para concretizá-los. Mas tudo faria, e farei, incluindo a tua sugestão, por amor a Deus, se não for, mais uma vez parafraseando o poeta, "para tão grande amor, tão curta a vida.". Muito obrigado, lembranças à tua mãe e um beijão para ti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Arthur Giacobbo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108974995319638646?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108974995319638646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108974995319638646' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108974995319638646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108974995319638646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/resposta-uma-amiga.html' title='Resposta à uma amiga! '/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108974948292429681</id><published>2004-07-13T13:02:00.000-07:00</published><updated>2004-07-13T17:18:56.523-07:00</updated><title type='text'>Carta de uma amiga!</title><content type='html'>Prezado Amigo e "pai substituto":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus tem um plano especial para cada um de nós. Digo sempre para a mãe que a vida tem um sentido, mesmo que nós não o percebamos. Fico imensamente feliz em ler os seus textos, pois eles falam da realidade, da experiência vivida pela Dra. Eunice e o Senhor. Não foi em vão que vocês conseguiram cultivar um amor tão bonito, capaz de gerar filhos tão íntegros e bondosos. Desde criança, sempre admirei "a família da Kitty", pois,  mesmo sem entender nada da vida, naquela época, já percebia que era uma família muito bonita e um local em que nós nos sentíamos bem. Digo tudo isto, Dr. Luiz Arthur, para dizer que o seu livro deve ser publicado. Será um instrumento de auxílio a muitos casais, jovens e maduros, sobre a importância do dia a dia, dos gestos simples e verdadeiros. Hoje só se fala em violência, poucos têm a coragem e a possibilidade de falar do amor, em especial, aquele vivido no casamento. Talvez estejamos perdidos, sem saber como é possível ser feliz. O dom da palavra e da lucidez que Deus lhe concedeu é um poderoso instrumento. Fico muito feliz em poder desfrutar da leitura desta verdadeira história de amor. Gostaria de continuar a receber seus textos, pois eles me ajudam a enfrentar as durezas da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço,&lt;br /&gt;Maria Regina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;center&gt;(Esta carta foi enviada por uma amiga, como resposta ao texto abaixo!)&lt;/center&gt;&lt;/b&gt;         &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108974948292429681?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108974948292429681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108974948292429681' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108974948292429681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108974948292429681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/carta-de-uma-amiga.html' title='Carta de uma amiga!'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108974885540564287</id><published>2004-07-13T12:58:00.000-07:00</published><updated>2004-07-13T13:00:55.406-07:00</updated><title type='text'>NOSSA MÚSICA PREFERIDA</title><content type='html'>Cada vez, querida, que ouço aquele CD, que tanto gostávamos de ouvir, contendo "the best of a wonderful world", as melhores músicas de um mundo maravilhoso, cantadas pelo velho Louis Armstrong, entre as quais a nossa "Only You", somente você, volto a lembrar algo que sempre martela na minha cabeça. Um casal, dois parceiros, dois amantes, para perpetuarem o seu amor, - não sei se no mundo atual é possível, no nosso era., - deveriam ter alguma coisa que os identifique. Os personalize. Os diferencie. E, após a morte de um, lembre indelevelmente o outro. Um gesto. Um tipo de ser. Um sorriso. Um olhar. Um modo de beijar. Um lugar na cama. Uma forma de deitar. De transar. Um lugar na mesa. Um modo de pensar. De agir. De convencer. De insistir. De chatear. De detestar. De encher o "saco". Uma bundinha diferente, embora, na verdade, igual a tantas outras. Um bico de seio sedutor. Uma preferência qualquer, enfim. O casal, os parceiros, os amantes que não tiverem algum desses diferenciais, dessas marcas registradas, dessas idiossincrasias, dessas particularidades, muitas delas, se possível "comum de dois", que  os lembre e identifique pôr toda a vida. que me desculpem, mas não têm  nada em comum. Que os lembre. Os una. Não deixaram marca alguma. Que diga que verdadeiramente se amaram. Uma música, pôr exemplo. Que, sempre que ouvida pôr um deles, ainda que o outro não exista mais, não só o faça chorar, relembrar o tempo passado, a felicidade roubada, mas tenha vontade de fazê-la reviver. Tirá-la de onde estiver. Do cemitério ou de dentro da urna, se foi cremada. Tomá-la nos braços, cobrí-la de beijos, e, como no  passado, abraçados, corpos espremidamente juntos, como nas noites antigas, do antigo "Cotillon Club", dançar, esquecidos da vida e perdidos no amor, até o raiar da madrugada. Voltando para casa com a certeza de que aquele "Only You", aquele "somente você", será sempre o seu selo identificador. A sua marca registrada. Que, pôr mais que o tempo ou a própria morte os separe,  eles serão sempre lembrados Pôr uma simples música. Que não era deles. Mas que o amor escolheu para uní-los e identificá-los. Onde quer que estejam. Neste mundo ou no outro. De noite ou de dia. No calor do verão ou no frio do inverno. No céu, no purgatório ou no inferno. Aos acordes de sua  música, eles se descobrirão. "Ó é ele. É ela." Ela está aqui. Não posso tocá-la. Sentí-la. Beijá-la. Cheirá-la. Mas, posso, com todas as letras, ouví-la. Nos acordes da música maravilhosa e na voz rouquenha desse negro infernal, que me fazem chorar. Não me deixam esquecê-la. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108974885540564287?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108974885540564287/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108974885540564287' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108974885540564287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108974885540564287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/nossa-msica-preferida.html' title='NOSSA MÚSICA PREFERIDA'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108959646858062425</id><published>2004-07-11T18:40:00.000-07:00</published><updated>2004-07-12T07:34:22.763-07:00</updated><title type='text'> M Ã E E E E ...</title><content type='html'>Não sei, exatamente, se era o preferido de minha mãe. Nem tampouco se havia preferência por algum de nós. Mas, eu era certamente o mais mimado. Ele lhe retribuia um carinho todo especial. Ela era realmente muito especial para mim. Criança, me supreendia muitas vezes pensando como seria se, um dia, nunca mais tornasse a vê-la. Ela morreu de cancer e eu não estava presente, quando de sua morte. Nem no enterro. Estava interno, num seminário, como era seu desejo. &lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Nas noites de novena na Igreja, quando eu voltava tarde para casa e empurrava a porta da rua para entrar, eu primeiro griatava - Mãeeee ! ... E não atravessava o corredor,- longo e tétrico aos meus olhos de guri, - até aos fundos, onde ela se encontrava costurando, sem que me respondesse: "Estou aqui !". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua respostam, entretanto, só ocorria após chamá-la duas, tres ou mais vezes. À época, eu ficava, brabo com ela. Hoje, acredito, carente de amor e sofrida, ela gostava de ouvir, repetida, esta palavrinha maravilhosa - "Mãe !".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Publicado no "Jornal do Comércio" em 05.01.1998).&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108959646858062425?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108959646858062425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108959646858062425' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108959646858062425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108959646858062425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/m-e-e-e-e.html' title=' M Ã E E E E ...'/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599956.post-108959573043235157</id><published>2004-07-11T18:28:00.000-07:00</published><updated>2004-07-13T12:56:36.286-07:00</updated><title type='text'>Prefácio!   </title><content type='html'>Só para começar e testar este blogger! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599956-108959573043235157?l=luizarthurgiacobbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/feeds/108959573043235157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599956&amp;postID=108959573043235157' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108959573043235157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599956/posts/default/108959573043235157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizarthurgiacobbo.blogspot.com/2004/07/prefcio.html' title='Prefácio!   '/><author><name>Luiz Arthur M. Giacobbo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17937703531621166273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
