Tuesday, July 13, 2004

Resposta à uma amiga!

Querida Maria Regina,

Recebi tua resposta ao e-mail que te mandei, que é uma das páginas dum pretenso livro, que pretendo escrever sôbre passagens de nossa vida de casados, minha e da Eunice, projeto que se chegar a concretizar não tem outro propósito se não o de mostrar, sobretudo aos jovens de hoje, desinteressados ou ressabiados de uma entrega tota, mais profunda e duradoura possível, que "O Amor É Possível". Para provar isso, não podemos ficar, apenas, na teoria, mas mostrar fatos concretos, exemplos de vida, que nem todos se dispõem a fazer. Isto porque, na realidade, importa em desnudar a sua vida, escancará-la, sem falsos pudores, aos outros. Publicamente. Agradeço-te o apreço que mostraste, porque, partindo de uma pessoa como tu, a apreciação me é muito importante, confortadora e estimulante. Quanto à sugestão de engajar-me num trabalho volutário, como o que sugeriste, te agradeço. Oportunamente vou telefonar para a Helena. Através da ADCE, tenho tido conhecimento de seu trabalho. Apenas, preciso adequar o meu tempo, para não assumir demasiados compromissos, como aconselha o livro que tua mãe gentilmente me enviou logo após a morte da Eunice, - "Alguém que Eu Amava Morreu". Como podes ler pela página que te mandei, "Uma Nova Realidade", tenho muitos objetivos, mas, infelizmente, pouco tempo para realizá-los. Enquanto trabalhava, não pude concretizá-los, porque, como disse o poeta, "meu ser evaporei na lide insana", não do tropel das paixões, como foi caso dele, mas do trabalho, que foi a minha necessidade prioritária. E agora que posso priorizar os meus objetivos, há tanto tempo acalentado, vejo o tempo fugir-me, sem que eu tenha poderes para segurá-lo. De qualquer forma, acho que, mesmo assim, tenho usado devidamente, até aqui, os meus pobre e parcos talentos, evitando ser chamado por Ele, quando a Ele me apresentar, de "servo mau e preguiçoso". A Eunice e eu fomos a São Paulo, junto com outros casais, fazer e conhecer o "Encontro de Casais Com Cristo, e após implantá-lo em Porto Alegre. Demos um sem número de palestras, todas elas exemplificadas com passagens de nossa vida. Depois, fizemos ressurgir no Rio Grande do Sul, a ADCE - Associação de Dirigentes Cristãos De Empresas, de que fui, em sua nova fase, o primeiro presidente. Através dela, participamos de e dirigimos muitos encontros, como aquele que assiste. Mais uma vez, dando palestrar e exibindo passagens de nossa vida. Impulsionei a criação da Associação de Juristas Católicos, da qual , infelizmente, não consegui de teu pai a aquiescência para ser o primeiro Presidente. Após tomarmos parte em um Cursilho da Cristandade, resolvi escrever, o que fiz ao longo de quase dez anos, uma coluna semanal, no "Jornal do Comércio", de que até hoje sou colaborador, falando sempre sobre Deus, a família, o casamento, com, novamente, sem respeito humano, detalhes de nossa vida. Recebi, à época , afora manifestações verbais, correspondências, como a que estou te enviando abaixo, que demonstram quão tortuosa foi a semeadura. Sobre tudo isso, pretendo, se Deus quiser e tiver tempo, realizar algumas publicações. Foram mais de quatrocentos artigos e ensaios publicados em jornais.Como vez, a tarefa é grande, meu talento não sei se estará à altura e, o mais importante, se terei tempo para concretizá-los. Mas tudo faria, e farei, incluindo a tua sugestão, por amor a Deus, se não for, mais uma vez parafraseando o poeta, "para tão grande amor, tão curta a vida.". Muito obrigado, lembranças à tua mãe e um beijão para ti.

Luiz Arthur Giacobbo.

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